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AMABILIDADE PARA VENCER A GUERRA, E TODAS AS GUERRAS - POR VANESSA SYRIO

25/03/2022


Antes de defender a popularização da Ciência da Alma com a publicação de meu primeiro livro em 2016, eu havia passado os últimos 16 anos me dedicando ao entendimento das Ciências Matemáticas e da Natureza ao me graduar em Geologia com especialização em Paleontologia de 2000 até 2005 e em seguida começar a trabalhar para a Indústria do Petróleo até 2015. 

Essa vivência profissional e acadêmica, associada com o discernimento espiritual que venho cultivando nos últimos 42 anos de vida, fez da minha mente um terreno favorável à interpretações que insistem em se manifestar através de palavras. E de modo seletivo e democrático minhas linhas só servem aos que se deixam invadir e conquistar pelo poder das ideias. São como eu, feitos de consciências  sedentas da opinião de seus ancestrais. 


É só por isso que escrevo, para retribuir a generosidade dos que vieram antes de mim e deixaram um caminho de palavras para que eu pudesse seguir. 

 

Não tenho dúvida de que, assim como enxergo o vulto dos QUE me acenam de longe, do alto das montanhas felizes do entendimento, existem aqueles mais jovens que procuram no rastro que venho deixando com minhas frases, fugir da solidão dos que pensam diferente. 


Não tenham MEDO de serem quem são e DE pensarem por si mesmos, pois quando menos esperar estarão caminhando ao lado DE um exército de gente COM bom senso.

 

Esse povo inclinado ao bem, não faz julgamentos sobre quem está certo ou errado em iniciar uma guerra na Europa. Para quem tem a visão integral das motivações de Ucrânia e Rússia, as guerras se iniciam com o discurso de devolver a paz e a liberdade de grupos de pessoas QUE estão sendo oprimidas. Mas, logo se percebe que o objetivo é o domínio da matéria prima mais cobiçada do planeta: o petróleo e o gás natural. 

E a ordem de nacionalização de empresas estrangeiras na Rússia infelizmente ou felizmente confirma essa constatação: as guerras são por território, por alimento e por recursos materiais. É através desses 3 elementos que se libertaM as pessoas de sua própria ignorância.

Em mais uma das muitas análises disponíveis, anexar territórios que aumentem o empoderamento econômico de uma nação sempre será “A” razão de se iniciarem guerras e com elas as crueldades. 


Não sei se está óbvio, que o que inicia uma guerra, é na verdade, a interpretação equivocada de escassez energética disponível para uma sociedade.

 

E digo equivocada, porque o que torna a quantidade de recursos energéticos insuficientes para um grupo de pessoas, não é o quanto se tem de recurso em seu território, e sim, o como se usam esses recursos, ou com quanta criatividade se explora a escassez do ambiente.

Arrisco-me a dizer que é a covardia, a arrogância, e o pavor de ter que ter menos do que o outro que faz um ou outro presidente de estado abrir fogo contra seus vizinhos. 

Que é o consumismo exacerbado impresso nos estilos de vida, que dificultam  a capacidade de devolver ao planeta os recursos extraídos sem o compromisso com a sustentabilidade.

Trata-se de uma ignorância com relação a utilização dos recursos que é oriunda da inabilidade de compartilhar o que se tem. 

Quem é cristão já devem ter ouvido a expressão “pouco com Deus é muito, e muito sem Deus não é nada.” Pois bem, as guerras são o reflexo dessa ausência completa da capacidade de escolher ser amável e dividir a abundância de recursos oferecidos pela providência divina ao invés de temer a escassez da ganância que não será suprida nem pela conquista de um segundo planeta. 

É por isso que quando me perguntam “porque você abandonou a carreira de geóloga?” eu costumo responder que não abandonei coisa alguma. Para escrever o que escrevi e o que venho escrevendo faço mais pelo bem dos meus colegas de classe do que faria como paleontóloga ou intérprete sismoestratigráfica. Precisamos integrar com mais saberes para que em algum momento a gente sinta na pela a desopressão acontecer. 

Continuo atuando como geóloga e estou ensinando as pessoas a terem consciência de que o modo como elas pensam, falam, agem, e criam a realidade é que vai definir o quão sustentável seremos nas próximas décadas. Não adianta mais só explorar e explotar recursos minerais, é preciso ensinar as pessoas o valor de tudo isso e o valor daS vidaS que SÃO IMPACTADAS PARA PROSPECTAR O OURO NEGRO QUE recebemos.

Os educadores Paulo Freire e Darcy Ribeiro finalizaram as décadas de 80 e 90 do último século e milênio CULTIVANDO uma massa de gente pensante para iniciar o novo século e novo milênio com alguma sanidade social E CHANCE DE DESPERTAR TECNOLÓGICO. 

ESSE desenvolvimento tecnológico FOI conquistado com o sacrifício de quem veio antes. É hora de pagar a fatura da educação pública de qualidade que recebemos do nosso Estado que só é falido PARA os corrupto porque para os profissionais que trabalham de corpo e alma NESSE SISTEMA, SE OBSERVA O PROGRESSO QUE segue as leis da natureza, que não dá saltos e sim aprofunda suas raízes para erguer soberana e imponente a árvore da cultura, da educação, da economia sustentável capaz de fazer SOMBRA para explorados e exploradores.


É muito importante nesse momento da história de nossa identidade, que ao invés de apontar culpados, tenhamos orgulho de nossas origens.

 

É hora de identificar nas lideranças indígenas a contribuição de todos os povos, e entregar o leme do barco Brasil nas mãos de quem lhe é de direito. De quem sabe navegar nesse planeta há mais tempo que esse povo novo, misturado e confuso que está a descobriR a que veio e não tem nada que ficar dando pitaco nas desavenças dos outros povos. 

Já temos desafios enormes por aqui. Antes de emitir opinião sobre a guerra entre outros povos, que tal se posicionar sobre a guerra contra a falta de respeito, sobre a guerra contra a mulher e as minorias, sobre a força bruta do capital esmagando a pobreza estrutural que faz o número de miseráveis aumentar dia após dia. Eu não preciso me posicionar sobre quem está com a razão na Ucrânia ou na Rússia.

Porque a destruição de cidades, a morte de crianças, mulheres, idosos e animais indefesos tem sido provocada por homens em idade produtiva muito bem vestidos e estudados na arte de oprimir quem não nasceu branco, com algumas gerações de bens acumulados, e que sentem prazer de humilhar os outros para preencher o buraco que carregaM dentro do peito no lugar de um coração.

Sei que corro o risco de ser acusada de generalizar, porque EXISTEM os homens de coragem, que não se protegem atrás de um status e de uma caneta e batem de frente com esses poucos DESALMADOS que causam o inferno de muitos.

SÃO para esses mil homens que escrevo também. Para que saibam que contamos com o seu bom senso. Que o lugar deles nessa guerra da sabedoria contra a ignorância está aqui, sendo aguardado. 

Somos insubstituíveis para os QUE nos amam, assim como os nossos amores também o são para cada um DE nós. Se existe algo que possamos fazer pelos irmãos russos e ucranianos é dizer que nosso povo brasileiro não teme a escassez, não teme a luta e que somos letrados em transformar rejeição e superação. 

Nossos povos originários estão nos ensinando que somos feitos do planeta Terra inteirinho, e que precisamos criar a moeda do respeito, o lucro da compaixão, o índice de desenvolvimento da amabilidade.

É só assim que teremos alguma chance de prolongarmos nosso tempo como espécie nesse planeta. E para isso, é bom se preparar para o improvável, pois talvez não sejam os estudiosos da mente que irão nos guiar a partir daqui. Precisaremos seguir os sábios que compartilham os segredos da Ciência da Alma no silêncio do próprio exemplo. Só quem tiver olhos para ouvir terá a paciência para desaprender.


Pois o que nos foi ensinado, não pode estar certo, se continua a criar crueldade onde já se espera humanidade, generosidade, sustentabilidade. 

 

Ou não seria o entendimento mútuo a única arma capaz de encerrar as guerras? Tanto as guerras entre países quanto as guerras estúpidas entre famíliares, colegas, convivas, desconhecidos que não sabem conter a própria violência, que não se dedicam a desenvolver algo bom para si próprios. 

Então antes de OPINAR pelo fim da guerra na Europa, lute com todas as armas que são do seu conhecimento para vencer os hábitos destrutivos que identificar dentro de si mesmo. É isso que estou fazendo comigo há algum tempo sem saber que haviam outras pessoas fazendo o mesmo.

Tem sido muito mais divertido lutar contra meus maus hábitos junto com os demais. É uma alegria partir para uma guerra com aliados-amigos que se ajudam ao invés de se atrapalhar. 

Mantenham-se alertas para identificar pensamentos e emoções inimigas. É para atacar e morrer de rir com o entendimento de que são as interpretações equivocadas que causam os dramas das situações de conflito. Pois enquanto não se ouvir o barulho das gargalhadas e o relaxamento do acolhimento não teremos vencido a tensão no ar provocada da vitória da ignorância, da ganância, da falta de humanidade provocada pelo analfabetismo espiritual.

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