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MEU CAMINHO - POR ALICE RAPOSO

17/01/2022

 

Este é o meu primeiro texto aqui no blog, e pensei em me apresentar. Sou a escritora Alice Raposo, maranhense, mas moro no Piauí. O primeiro texto que eu lembro que escrevi eu tinha nove anos, eram letras de músicas que compus... Depois escrevi poesias e algumas peças de teatro que foram apresentadas na igreja e na minha escola.

Meu primeiro livro Maria do Sol foi publicado em 2016 pela fundação Quixote que é a organizadora do salão do livro do Piauí, mas escrevi dois outros livros antes, um que ainda não publiquei e outro que infelizmente perdi. Maria do Sol foi adotado em escolas como paradidático.

Sou autora dos livros Em Busca do Príncipe não Encantado; Guerreiros dos Mundos; Sinto Muito, Meu Amor; Flávia Bergona e dos contos Chaplin e sua Rosa; Buracos no Tempo; Caminhos; A Rosa de Deus (versão em português e espanhol) e O tapete. Para conhecer mais sobre meu trabalho veja meu site aliceraposo.com.

Criar histórias é fazer correr vida em mim. É um dom que eu agradeço a Deus. Sou muito grata a cada leitor que ao longo dos anos leu meus livros e assim me incentivou e me incentiva a escrever mais.

Deixo para vocês um dos meus primeiros contos “O Espinho” e a poesia “Amar”:

 

O ESPINHO

E logo ali...

Estava ele de cabeça baixa a rabiscar o chão com um espinho de uma rosa,

me aproximei.

Perguntei o porquê da tristeza

Ele me falou de sua dor

Da perda de um amor

Calada fiquei...

Falou-me dela como se falasse de uma rosa

meiga, suave e bela.

Perguntei o porquê de estar ali

E ele me respondeu que seu amor acabara de ir embora

vi ao lado um lindo buquê de rosas vermelhas, algo que sempre desejei,

e perguntei-lhe sobre as rosas, me disse tristonho que eram para ela, mas ela se recusou a levar e até mesmo receber.

Vi uma pequena lágrima lutando para cair dos seus olhos, quando ele levou as mãos ao rosto.

Coloquei-me em sua frente e falei que o amor é assim mesmo e que às vezes nos apaixonamos por pessoas que não estão preparadas para viver esse sentimento, mas que se abrirmos nossos olhos poderemos vê que a felicidade pode estar na nossa frente.

Ele se levantou olhou em meus olhos e disse... Que dessa felicidade, desse amor ele só conhecia os espinhos e que o mar de rosas que os apaixonados tanto falam ele não conhecia, que sua vida sempre foi dor, que ninguém nunca lhe amou de verdade, e que ele mesmo não sabia nada sobre este sentimento.

Pegou o espinho que havia caído no chão e colocou em minha mão e disse mais uma vez que de espinhos estava cansado e foi embora.

Sentei-me onde ele estava, olhei mais uma vez para as rosas e fiquei horas a pensar...

De repente alguém se aproxima e me pergunta o que eu tinha,

Respondi que apenas um lindo espinho deixado pelo meu amor.

 

AMAR

Amar ...

É dedilhar num violão uma

canção de amor

É tê-lo em meus braços numa noite de luar

É fazer renascer a esperança

Outrora esquecida

É caminhar leve, com a segurança de saber quem está segurando sua mão

É andar de mãos dadas

É dançar ao luar

É abraço apertado

É o doce silêncio de um beijo.

 

 

Abraços

Alice Raposo

@aliceraposoautora

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