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É FASE - POR CLÁUDIO AMARAL

16/12/2021

Quando começou a falar, há 34 anos, minha filha Cláudia, disparou: “Por quê? por quê? por quê?”.

Diante da minha cara de espanto, minha mulher me explicou: “É a fase dos por quês pela qual todos nós passamos”.

Hoje, quando prevejo a chegada da “fase dos por quês” da minha primeira neta, Beatriz, prestes a completar 4 meses de vida, sou eu quem me vejo numa nova “fase dos por quês”.

Em casa, nas ruas, no Metrô, nos shoppings, nas livrarias, andando a pé ou de carro, eu frequentemente me pego a perguntar: “por quê?”

O que eu mais me pergunto é: “Por que as pessoas fumam?” Basta eu ver alguém com um cigarro na mão ou na boca para esta questão vir à mente. Seja que for: homem ou mulher, jovem ou idoso, gordo ou magro.

Será que é porque o cigarro me preocupa tanto?

Será porque o cheiro do cigarro me incomoda em demasia?

Será porque o cigarro gera tantos males à nossa saúde?

Ou será porque eu nunca fumei?

E por que será que eu nunca fui adepto do fumo?

Será que o motivo é o fato de meu pai nunca ter fumado?

E com você, caro leitor, também acontece isso?

Você também está, esteve ou poderá vir a passar pela “fase dos por quês?”

Será que eu – como quase todo jornalista – sou muito curioso?

Ou será que o meu nível de ansiedade, insatisfação e ou carência é muito grande?

Será que é a idade, uma vez que eu já passei dos 50 e estou a caminho dos 60 anos?

Será a “fase dos por quês?” uma demonstração de insegurança?

Ou estaria eu numa nova fase de autoafirmação?

Será?

Por quê?

Gostaria muito que você me escrevesse a respeito.

A respeito dos meus e dos seus porquês.

Quem sabe, assim eu me livro dos meus porquês.

Será?

Por quê?

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