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SELECIONADAS DO NOSSO PROJETO DE APOIO AO INFLUENCIADOR LITERÁRIO E À LITERATURA NACIONAL

02/12/2021 Comentários (0)

 

A segunda edição do nosso projeto chegou ao fim. Dessa vez selecionamos 11 influenciadores literários para participar. Elas vão conhecer a rotina da ME Assessoria, e aprender sobre nosso trabalho de divulgação com os autores.

A seletiva foi um sucesso. Durante 5 dias realizamos treinamentos por videochamada para passar nosso conhecimento a todos os participantes, independente de serem selecionados ou não.

Apresentamos para vocês as selecionadas e desejamos boas-vindas. Nosso projeto tem a duração de 3 meses, esperamos que seja uma experiência enriquecedora.

Em breve teremos a terceira edição!

Entre no nosso grupo AQUI e fique por dentro de todos os nossos projetos.










Projeto de apoio do influenciador literário e à literatura nacional

11/11/2021 Comentários (0)

  













ANTOLOGIAS: O QUE SÃO? POR CAROL S. WAHL

07/10/2021 Comentários (0)

 

Se você procurar na internet a definição de antologia o que irá encontrar é basicamente isso: conjunto formado por diversas obras que exploram um mesmo tema.

Para mim, o significado é um pouco diferente: minha porta de entrada para a literatura.

Sim, eu comecei a escrever através das antologias.

 No início de 2020 em um dia tedioso no trabalho resolvi iniciar um Instagram literário, afinal precisava conversar com alguém sobre meu assunto favorito: livros. E me deparei com um edital para antologias.

Sem fazer ideia de como escrever um texto, resolvi submeter meu conto para a avalição. Foi apenas no terceiro conto que fui aceita, e nossa, ainda bem que continuei insistindo!

Hoje, estou em várias antologias dos mais variados gêneros, desde policial a romance de época, e prometi a mim mesma que não irei me inscrever para mais nenhuma. Bom, pelo menos até o próximo edital que me chamar atenção...

Como entrei em muitas antologias com editoras diferentes, resolvi trazer para vocês um pouquinho sobre isso que me incentivou a ser autora.

Diversas editoras trabalham com antologias e cada uma tem sua maneira de seleção e publicação. Isso quer dizer que existe uma melhor? Não, tudo vai depender do que você espera da experiência.

A primeira antologia em que participei foi de romance erótico. Foram abertos editais para três gêneros distintos e o que mais vendesse teria seus contos transformados em livros. Acontece que a editora chefe abriu para todos, e os autores que enviaram seus livros dentro do prazo serão publicados em forma de e-book. É uma grande oportunidade não é? Bem, eu não consegui enviar meu livro dentro do prazo, por isso meu conto não será transformado em livro pela editora, talvez de forma independente... Mas eu fiquei tão empolgada com essa editora, me identifiquei tanto com seus ideais e publicações que esse ano resolvi me aventurar novamente e fui aceita nas três antologias!

Esse foi um concurso que precisei investir, e confesso que o valor foi um pouco alto, ainda mais esse ano em que passei nas três antologias. No início, isso fez com que eu ficasse com o pensamento de “só entrei porque paguei”, mas conhecendo outros autores e a editora vi que não é bem por esse caminho. Primeiro, porque você paga apenas após ser selecionado, então se não gostarem de seu conto de primeira, não adianta você pagar. 

E segundo, porque comecei a encarar isso como um investimento em minha carreira. O bônus é que o autor recebe cinco exemplares da antologia em que participa.

Em contrapartida, estou em três antologias de financiamento coletivo. Duas dessas já foram financiadas e uma ainda entrará esse ano. E como funciona isso? A editora inscreve o projeto em uma plataforma – a utilizada paras essas antologias foi o catarse – e coloca uma meta a ser alcançada. Dentro dessa meta, existem várias submetas, que quando alcançadas vão liberando “plus” para o livro, como, por exemplo, orelha na capa, papel pólen, diagramação, entre outras.

 Esse não é meu método favorito. Confesso que sofri muito na expectativa do livro ser lançado ou não e infelizmente não é fácil encontrar pessoas dispostas a abraçar o projeto. E isso vale também para os autores participantes. São em média trinta pessoas e não são todos que se empenham a vender o peixe, pelo contrário, é a minoria.

 A última editora em que participei de antologias também teve investimento, mas foi um valor bem simbólico e irei receber apenas uma edição.

            Mas, isso dá lucro?

            Bom, não são todas as editoras que dividem o lucro com os autores e eu acredito que o autor não receba muito, já que precisa dividir com os outros participantes. Porém isso nunca foi meu foco. Me aventurei nas antologias porque achei uma ótima forma de testar minha escrita, me desafiar com gêneros diferentes e fazer meu networking.

            E esse último foi o mais importante: as pessoas que conheci. Sim, em todas que participei conheci autores sensacionais e super dispostos a ajudar um ao outro. Eu, como ainda estou no comecinho dessa carreira, aprendi muito com as pessoas que entraram no meu caminho.

            Por isso, se você está pensando em iniciar sua carreira a participação em antologias irá te ajudar muito a entender seu estilo. Independente de como ela será publicado.

            Fico por aqui, porque acabei de encontrar mais um edital incrível. E quem disse que consegui resistir?


O QUE É LITERATURA? - POR NATALIA MORENO

03/09/2021 Comentários (2)

 


Escrever sobre literatura é um tanto amplo, afinal o que ela é? Estamos rodeados de classificações, nomeações, críticos, lista de livros de leitura obrigatória, de livros que devemos passar longe. E quem inventou tudo isso?

Ao fazermos uma pesquisa a fundo veremos estudiosos que defendem com unha e dente que literatura é isso ou aquilo. Para mim (e para Antoine Compagnon) literatura é literatura. É uma arte e ponto.

É através dela que conhecemos a cultura de um povo, percebemos as mudanças que o tempo provocou na sociedade e que foi refletido em obras literárias (quem é que faz sarau em casa assim como relatado no livro A Moreninha?). É nela que nos apaixonamos pelas histórias que poderiam ser reais, pelos fatos históricos e locais descritos, envolvemos em situações e acabamos sofrendo e amando junto com os personagens.

Acontece que diante de todo o estudo literário haverá essa sede em encontrar uma definição. A sociedade é assim, enquanto não coloca cada coisa em seu devido lugar, às vezes, por rótulos, não sossega. Temos essa mania de achar que tudo deve ter uma explicação. Deixamos de viver a dúvida.

Se eu fosse tentar descrever o que é literatura diria que é tudo o que é impresso com esse fim. Agora se esta é interessante ou não vai depender do leitor. Temos leitor para todo tipo de escrita e de histórias. Cansei de ouvir que tal escritor não escreve nada com nada que só quer vender livros... Bom, se ele vende é porque alguém gosta e se alguém gosta é porque é bom e isso torna os livros dessa pessoa literatura.

Lembro-me que em uma aula na faculdade o professor disse: “Não se pergunta o que é literatura, mas a pergunta nos incita a pensar e debater”. E pensando e debatendo chego a conclusão (por enquanto, porque sou livre para mudar de opinião quando bem entender) de que quem faz a literatura somos nós, às vezes, tardamos em aceitar que tal obra deveria ter tido mais atenção e outra deveria ter ficado na gaveta.

Ao escrever este texto posso ver vários estudiosos do assunto torcendo nariz, mas não me importo. Continuo dizendo que literatura é literatura e que somos nós, leitores, que decidimos se vale ou não a pena ler. Apesar da minha formação dar a ideia de que eu deveria ser mais rígida e criticar certos livros, eu reafirmo: se eles vendem é porque é literatura.

Só irei criticar se você vier até a mim e perguntar-me: Natalia, o que você acha de tal livro? Serei sincera na resposta que poderá ser: ótimo, lixo e o que é isso?! Mas acima de tudo respeito o seu gosto, afinal cada um tem o seu.

Para Douglas Tufano “literatura é a expressão de um conhecimento pessoal da realidade”, e como cada cidadão vive uma realidade não há uma única forma do artista expressar-se, não existe uma forma correta a seguir. Cada autor é livre para encontrar-se e expressar-se.

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